SOROCABA – Um acidente envolvendo uma carreta que transportava ácido clorídrico causou a morte de uma pessoa e interditou as duas pistas da rodovia Castelo Branco (SP-280), na altura do km 35, em Itapevi, na manhã desta terça-feira, 18. A rodovia é uma das principais ligações da capital paulista com o interior. O acidente aconteceu por volta das 6h40 na pista sentido São Paulo. A carreta bateu na traseira de um caminhão e houve vazamento do ácido.

O motorista do caminhão, João Simão de Souza, de 39 anos, morreu por causa da colisão. Já Caíque Lopes Marques, de 21 anos, que também estava no veículo, ficou ferido e foi levado de helicóptero ao Hospital Santa Marcelina, na zona leste da capital. O homem que conduzia a carreira não se machucou.

O produto espalhou-se pelas canaletas de drenagem causando a formação de gás, o que levou a Polícia Rodoviária Estadual a interditar também a pista no sentido do interior. Viaturas dos bombeiros tiveram dificuldade para chegar até o local.

O engenheiro químico Rogério Damatto, que mora em Sorocaba e trabalha na capital, conta que às 6h50 encontrou a rodovia travada no km 37, a dois quilômetros do local do acidente. Duas horas depois ele continuava no mesmo local, aguardando a liberação da pista. “Neste ponto, não há o que fazer, pois não tem por onde sair”, contou. Alguns motoristas chegaram a descer dos veículos e sentar no acostamento, à espera da desinterdição da rodovia.

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O produto espalhou-se pelas canaletas de drenagem causando a formação de gás

Contramão. Ante a previsão de que a Castelo Branco seguirá interditada até o início da tarde, a Polícia Rodoviária Estadual autorizou os veículos parados no bloqueio a retornar pelo acostamento, na contramão. Os motoristas foram autorizados a manobrar e voltar pelo acostamento até pegar um retorno no km 42, em Araçariguama, e seguir para a pista sentido interior. Dali, quem ainda quisesse viajar para São Paulo poderia pegar o acesso a São Roque, no km 54, e seguir pela rodovia Raposo Tavares. “O problema é que todos querem voltar ao mesmo tempo e até para sair do lugar está difícil”, relatou Damatto.

Policiais informaram que a demora na liberação da estrada devia-se ao vazamento do ácido clorídrico, transportado por um dos veículos, e a necessidade de transbordo do produto. Além dos bombeiros, técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foram ao local para avaliar a operação.

Fonte: Estadão

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